Ciclo de caminhadas performativas
Dinamizadas por Ricardo Falcão
15 março — 10h00 / 31 maio — 16h00 / 5 julho — 16h00
Arredores — Arte peripatética
Arredores é uma trilogia de caminhadas que vem dar forma a um desejo: o de que a arte que habita o Teatro Académico de Gil Vicente saia das paredes que a acolhem diariamente e percorra as ruas da cidade de Coimbra. Nestes trilhos artísticos, o teatro vai ao encontro da sua comunidade, cruzando-se nas ruas, largos, jardins e becos com vizinhos, parceiros ou turistas.
Ao jeito da escola peripatética de Aristóteles, partimos do TAGV em diálogo com três entidades parceiras, caminhando empiricamente pela cidade, pé ante pé, ao som dos passos e guiados por três mapas que nos sugerem três percursos distintos. Em cada caminho, ao ritmo do coletivo e de cada corpo, e de mão dada com o "ar", vamos observar, respirar, partilhar, ensinar, desenhar, criar, exercitar, meditar, escutar, descansar, degustar. Vamos relacionar sensorialmente o corpo com uma cidade repleta de contrastes e antíteses, cores, cheiros, sabores e sons.
O encontro com esta metamorfose constante acontece criativamente, no ruído e no silêncio, na sombra e na luz, na natureza e no betão, no velho e no novo, no habitado e no abandonado, no bonito e no feio, no pagão e no religioso, nas palavras da t'Irene ou do Sr. António. Está em cada forma que compõe o corpo desta cidade de Coimbra, que se situa algures no planeta, entre a terra e o céu. Observar as cidades é como observar as nuvens, a natureza ou a arte. É infinito.
Ricardo Falcão nasceu em Évora no ano de 1982, licenciou-se em Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa em 2006 e, desde então, sempre que possível, adquire formação complementar nas áreas da música, teatro, teatro de marionetas/objetos, dança, artes plásticas e gestão/mediação cultural. Profissionalmente, divide a vida entre a programação/mediação/produção cultural, criação e ensino artístico, numa profunda convicção da importância que a arte desempenha na vida das pessoas e na construção de uma sociedade mais consciente, equilibrada, justa e harmoniosa. Ao longo das últimas duas décadas, tem colaborado multidisciplinarmente com várias instituições (públicas e privadas), companhias, associações, museus, empresas e escolas, como músico, ator, marionetista, artista plástico, encenador, cenógrafo, formador, mediador cultural, coordenador de projetos, programador, produtor e voluntário. Lavrar o Mar Cooperativa Cultural, Alma d'Arame, Equipa de missão da Candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura em 2027, Teatro Académico de Gil Vicente, Projeto Santarém Cultura, Centro de Artes de Águeda, Feira Viva, OPIUM, Imaginarius Centro de Criação, Convento São Francisco, Coimbra, Teatro e Marionetas de Mandrágora, d'Orfeu Associação Cultural, Kopinxas Companhia de Teatro, Circolando, No Mazurka Band, do Imaginário Associação Cultural, Mistério das Vozes Vulgares Vulgares, Lud in, Pedaços de Estrelas Associação Cultural, Trupe Boomerang e Associação PédeXumbo são algumas destas instituições.
Entre as diversas propostas artísticas que desenvolve, destacam-se como foco de interesse a conceção e dinamização de visitas guiadas para espaços de interior ou exterior (museus, galerias, teatros, equipamentos municipais, jardins, bairros, cidades), o trabalho de sonoplastia para espetáculos de teatro, dança, marionetas e para vídeo/ cinema, e a composição musical para paisagens sonoras (caminhadas performativas, instalações site-specific de interior ou na paisagem).
Conceção e dinamização Ricardo Falcão
Ilustração e dinamização Teresa Tellechea
Produção TAGV
Ilustração Teresa Tellechea
Ponto de encontro (início do percurso) TAGV
duração aprox. 2h30 — 3h00
M6
máx. 30 participantes
inscrições até 14 março (16h00) teatro@tagv.uc.pt
Bilheteira / atendimento presencial
segunda a sexta-feira 14h00 — 20h00
em dias de eventos 1 hora antes / até meia hora depois
encerrada aos sábados, domingos e feriadosArredores — Arte peripatética